terça-feira, 30 de novembro de 2010

Necrochorume: um veneno

Álvaro Henrique Leoni
Nas Filipinas, tribos nativas prendem os caixões dos mortos a desfiladeiros; é possível ver o necrochorume vazando pelas encostas.
O Necrochorume nada mais é do que um processo de decomposição de um ser vivo, que ao todo leva em média 2 anos e meio e que acarreta a formação de um estado líquido. Essa substância é eliminada durante um ano após o sepultamento.
O necrochorume é um escoamento viscoso, com coloração acinzentada, cuja composição é 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas altamente tóxicas, a putrescina e a cadaverina, que com precipitação em forma de chuva, atinge o lençol freático
Cada quilo de massa corpórea gera 0,6 litro do líquido, que pode ficar ainda mais ameaçador ao meio ambiente quando acrescido dos adereços de caixões e químicas utilizadas para embalsamar o corpo. Por ser de fácil absorção, é um dos principais poluentes do solo.
O sepultamento ou enterramento dos corpos humanos parece remontar a milhares de anos, porém, hoje com uma população mundial perto de 6,8 bilhões de habitantes esse problema vem se agravando.
Além das pessoas existem a animais que muitas vezes são enterrados sem nenhuma preocupação e acabam contribuindo para tal problema.
De acordo com pesquisa realizada em 600 cemitérios do Brasil — 75% municipal e 25% particular —, pelo geólogo Leziro Marques Silva, , de 15% a 20% dos locais apresentam subsolo contaminado pelo necrochorume.
Desde 2003, no Brasil, há uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre o licenciamento ambiental de cemitérios horizontais e verticais. Em 2006 foi acrescentada a proibição de cemitérios em Áreas de Proteção Permanente, mas não é obrigatória a reconstrução dos cemitérios já existentes.
http://www.semarh.df.gov.br/sites/300/379/00001249.pdf
http://variasreticencias.blogspot.com/2009/04/necrochorume-uma-verdadeira-ameaca.html
http://noticias.ambientebrasil.com.br/artigos/2006/03/21/23638-os-cemiterios-e-o-ambiente.html
Álvaro Henrique Leoni é professor de Geografia do D’Incao Instituto de Ensino

Show pirotécnico

armas, carros e carrancas
pés na goela – faca na boca
triunfo da bondade e da pureza
ufanismo
imaginário desatualizado

dias e meses se vão
ossos quebrados
agua e alimentos
tudo permanece o mesmo
debaixo de um sol sem ressalvas.  

terça-feira, 12 de outubro de 2010

LANÇAMENTO "SOS VILA MANCHINHA"


NO DIA 14 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA - AS 15 HORAS - DURANTE A 6ª FEIRA DO LIVRO DE SANTA ROSA - ESTAREMOS LANÇANDO O LIVRO INFANTO-JUVENIL "SOS VILA MANCHINHA" COM TEXTOS DE MAGNUS LANGBECKER E ILUSTRAÇÕES DE CIRO AGOSTINHO BATISTA NETO.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

LANÇAMENTO TERRA,GRÃOS E PERSPECTIVAS 18ª FENASOJA


Foi realizado durante a 18ª FENASOJA o lançamento da mais recente coletânea dos escritores da ASES-RS TERRA,GRÃOS E PERSPECTIVAS . O evento foi no dia 03/05/2010 no espaço de cultura e turismo com a presença do senhor Marlon Salin Presidente da 18ª FENASOJA, Prefeito Municipal Orlando Desconsi, Vice-Prefeita Sandra Padilha e do Deputado Estadual Elvino Bohn Gass e contou com a presença de diversos escritores pertencentes a ASES-RS (Associação Santa-rosense de Escritores). A entidade possui local permanente na feira e comercializa coletâneas e títulos individuais de escritores de Santa Rosa e região.

sábado, 24 de abril de 2010

HOMENAGEM À FELICITA SEIBT

Determinação extremada

figura ímpar

gentileza marcante

olhar meigo e perspicaz

que nunca nos abandona.



livros viageiros

letras

e caminhos

traçados na cumplicidade

das almas gêmeas.



Roteiro de vida plena

inspiração

a força-coragem de mil vendavais

na figura simples, elegantemente disposta

muralhas.



Partes

na busca do extremado ideal

juntas e iguais

fiéis companheiras

continuidade.



MAGNUS LANGBECKER

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ao vencedor as batatas.

Punha-se no forno do fogão a lenha algumas batatas doce com casca e tudo, ao natural, com o fogo do fogão elas iam cozendo e tínhamos de resgatá-las ainda quentes para que o sabor fosse o ideal. Era um manjar finíssimo e que costumava ser ainda mais agradável na época do inverno em que vinha também deliciosos pinhões cozidos ou assados acompanhado as primeiras talagadas no mate, que aprendia a apreciar tanto pelo sabor, quanto mais pelo cultivo da tradição e do valor das coisas do pago que ficara para trás.


Pescávamos também algo dos costumes da terra que nos acolhera. Quando ia ao bolicho, que por lá chamavam venda, o pai já trazia um pacote de farinha de biju, uma farinha de milho em cascas, que comíamos misturada ao feijão ou com leite.

Não eramos muito light nem diet naquela época um de nossos lanches preferidos era pão com banha colonial branca, cremosa em cima e uma boa salpicada de açúcar. Uma delicia.

O queijo colonial, feito com o leite das vaquinhas que mamãe sempre gostou de criar e, principalmente, ordenhar, alem de alimento constituiu-se por muito tempo na principal, e até única, fonte de renda da família. Quando tinha aceitação nos mercados da cidade vinham os gêneros alimentícios na troca pelos benditos, senão volta-se com eles, e nos virávamos como podíamos.

Mas a união da família era nosso forte e apesar dos vendavais um forte e louco brilho de esperança sempre nos animou. E de terra em terra, horizonte em horizonte, buscamos sempre um ideal de justiça e verdadeira solidariedade.

Ave, ad eternum

Ela chega cedo. Eu também. Todos nos, invisíveis, chegamos sempre cedo. Antes de todos os outros. Assim não corremos o risco de atrapalhar. Ninguém se importa com isso. Ninguém se importa com nada.


Se algo some, ou é furtado, todos se importam. Nos somos sempre os primeiros e únicos suspeitos. Eu quero estar longe daqui, longe de todos eles, o mais rápido que puder, mas não quero ficar longe dela. Explode tudo. Alvoroça entranhas. Turbulência nunca antes vista. Apos ela, eu nunca mais o mesmo. Sem toque. Eu bobo que não aproveito mais. Pouquíssimas casquinhas. Pois e, mas mesmo assim, é tão gostoso, sentado num desses baldes velhos, focar tanta exuberância. Milhares de orgasmos. Perco palavras. Ziguezagueando imaginário enlace. Tantos a dizer e por fazer. Uma esmola vale tudo.

Em sonho explodi delinqüências em sua imensidão. Quem dera tamanho sacrilégio.