terça-feira, 8 de maio de 2012

Estratagemas


Contos que eternizam instantes. Buscam nas angustias mais intimas as forças e as fraquezas de um mundo alucinado. Encontre-se por aqui. Ou perca-se por entre o emaranhado das lides aqui descritas. 

http://www.bookess.com/read/12438-estratagemas/

sábado, 31 de março de 2012

Falta de lógica e de coerência


Deparamo-nos na atualidade a todo instante com pessoas, ou grupos de pessoas, que, observadas suas posições e visões de mudo atuais, contradizem totalmente o que já defenderam, viveram ou pensaram em épocas não muito remotas.  Esta frouxidão de princípios tem enlouquecido a muitos num verdadeiro pandemônio de contorcionismos ideológicos.

A busca por glória e poder a qualquer preço e a qualquer custo tem sido uma das maiores impulsionadoras da enlouquecedora incoerência de nossos maiores lideres da atualidade. Em momentos pré-eleitorais como os vividos nestes dias então é que são esquecidas todas as regras e no promiscuo vale-tudo que se instala pouco se vislumbra de bom senso ou de fundamentação ética.

 Vemos antigos inimigos de mãos dadas, propósitos de luta esquecidos ou renegados e uma falta total de atenção para com o que verdadeiramente os cidadãos estão interessados: políticas públicas que busquem melhor qualidade de vida e melhor e mais justa gestão dos recursos públicos.

Frente a este cenário não vejo como cabível o desespero ou a desatenção para com as questões eleitorais, mas sim, penso que esta é à hora de pressionarmos candidatos, partidos e demais gestores públicos impondo a vontade do povo como mandatária maior dos destinos de nossas cidades.

Ou rechaçamos a mentira e a incoerência ou naufragaremos calmamente em meio a um lodaçal de exploração do homem pelo homem, consolados por mavioso canto do coral das meias verdades.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tolerância: um exercício necessário


Vivendo em época de individualismos cada vez mais acirrados faz-se necessário observar em nosso dia a dia um esforço de convivência com uma enorme diversidade de opiniões, atitudes, formas de expressão, etc. Diante deste quadro torna-se imprescindível um esforço por algo sem o qual a vida em sociedade torna-se adversa ou insuportável: a tolerância.
Verificando o sentido etimológico do termo “Tolerância” constatamos que este provém do latim tolerantia que por sua vez vem de tolero, tolerare.
Tolero, tolerare significa “suportar”, “sofrer”, “manter”, “persistir”, “resistir” e “combater”. Tolerantia “corresponde à capacidade de persistir nas nossas opiniões, na vontade suportando a diversidade”.
Verifica-se portanto pela origem da palavra que esta originalmente teve um sentido negativo consistindo na atitude de suportar algo que se considerasse errado ou uma conduta desagradável.
Numa definição mais atual temos definições de alguns pesadores mais contemporâneos:
- David Heyds, na “Introduction” a Toleration – An Elusive Virtue(1996), considera que a “tolerância” é “uma virtude perceptual porque faz um compreender o outro”; 
- John Horton, em “Toleration as a virtue” (1996) diz que “a tolerância pressupõe uma atividade intelectual deliberada” 
- Fernando Savater, por sua vez, “ À quel engagement conduit la tolérance?”, em La tolérance, l’indifferance, l’intolérable (2001), considera que “a tolerância é uma norma para viver em democracia”.
- Françoise Héritier, em O Eu, o outro e a tolerância (1997), realça que a “tolerância” é mediadora essencial entre o eu e o outro; 
- Julie Saada-Gendron, em La Tolérance (1999), cuja opinião assenta sobre uma concepção de idéia de homem, isto é, “tolerância” implica o respeito pelo outro e não a aceitação das suas opiniões. 
Dentre toda esta diversidade de conceituação temos como essência a imprescindibilidade da "tolerância" ao reconhecermos que não somos proprietários de verdades absolutas e portanto temos de conviver com diferentes formas de ver o mundo.
Religiosidade, espiritualidade, ideologia política e até mesmo paixões esportivas devem ser vistas como em enorme caleidoscópio onde torna-se impossível definirmos linhas perfeitas ou formações perfeitamente sólidas. Nada do que somos ou fazemos nos garante direito a julgamentos precipitados ou atitudes de ódio ou intolerância.
Urge portanto contrapormos todas as formas de absolutismos e colocarmos em nossa vivência esta maravilhosa mezinha contra nossa errônea vontade de nos colocarmos como donos da verdade e imperadores do bom senso.
O torcedor do time adversário, o adepto de outra tendência religiosa e o cidadão de convicções ideológicas opostas as nossas devem ser encarrados na amplitude de um macrocosmo que nos coloca juntos ou diversos a cada passo que damos.
Vivamos portanto no constante exercício desta formidável e atualíssima formula de felicidade: a tolerância.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como fabricamos nossos vereadores

 Sei que não sou o primeiro a expor as idéias que aqui vão. Penso no entanto que alguém nesta urbe deva faze-lo e tentar não ser forçado a retirar-las mediante ameaças.
Dizem alguns iludidos que vivemos num regime democrático. Penso porém, que, analisando a forma como são eleitos os vereadores em nossa cidade, esta falácia pode ser facilmente desmentida.
Facilmente percebe-se que a única forma de eleger-se é investir na campanha eleitoral uma hiper vultuosa quantia de dinheiro sem a qual pouquíssimos conseguem exito. Muitos dos que conseguem contraem dívidas impagáveis, sacrificam patrimônio pessoal ou ficam "na mão" de "amáveis investidores". Estes podem ser pagos, em eleitos seus protegidos, ou com a defesa a qualquer custo de seus interesses na camara, ou mesmo, como é mais usual, com juros da mais escrachada agiotagem.
O agiota é figura de maior destaque em nossa província, sendo alguns deles até proprietários de partidos políticos. É assustadora a maneira como o dinheiro do "jogo do bicho" e da agiotagem circula pelos nossos melhores círculos sociais sem nenhum constrangimento.
Praticas assistencialistas como os famigerados albergues são preferidos em detrimento da luta de uma estrutura publica que dê provimento as necessidades nesta área.
Em vésperas de eleições para o nosso legislativo municipal praticas como pagamento de contas (principalmente de agua e luz) e doação de cestas básicas são usuais e tem recorrentemente acabado em impunidade.
Sou filiado à um partido político, ainda acredito na política como forma de transformação social e sei de pessoas honestas e sérias que militam nos mais variados partidos. Porém, a desiludida indiferença de todos ante aos fatos citados neste pequeno texto, traz-me como necessário e urgente que vozes de todos que se opõe a este sistema pérfido façam-se ouvir e imponham seu respeito.
A função de vereador é nobre e necessária tendo muitos que a exercem com dignidade e que merecem todo nosso respeito.
A farra das diárias em exagero de número e de valores é, porém, mais um dos fatores que também nos faz clamar por urgentes reformas em nosso legislativo municipal.
Conclamo então para que todos possamos agir politica e socialmente em busca de mais honestidade e comprometimento com o bem comum por parte de nossos representantes.
Ou preferiremos o descompromissado conforto do silêncio?

Magnus Langbecker

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ganancia!

Ganancia!
Fome de todos.
Visões de aBUNDÂncia inalterada.
Fogo SELVAgem!
Sempre grandes distâncias à serem percorridas.
Ao final sobrevêm o troco.
Ou, virá agora mesmo?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fechado para reformas

Manter a coerência, escolher caminhos, superar os traumas e as imperfeições. Batalha constante. Cansaço extremo. Stress. Duvidas são tão constantes quanto a minha necessidade de respirar.